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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Por do sol en el Kabrón

Bingin ao nosso lado e o direito a Sangria para brindar com o sol.




A trattoria virou nosso quartel


No jantar de hoje a gente deu muita risada.
A trattoria perto da nossa home stay virou nosso quartel
e obrigatoriamente o filletto ao funghi a nossa munição.
Todos os amigos juntos e já entrosados o suficiente para dar risada um do outro. 
Demos muita risada, deu até dor de barriga
e dividimos algo que marcou bastante.
Durante o jantar cada um disse abertamente o que aprendeu com o outro
E essa foi uma puta troca
Hoje de manha saímos de Kuta para ficarmos no lado de Bali que nos identificamos mais,  
uluwatu e seu eterno espírito surf.
No Bukit todas as motos passam com uma prancha amarrada
Todos tem resto de hipoglos no rosto, esparadrapo nos pés
E da para ir no supermercado descalço.
No supermercado aliás vai estar tocando um belo punk rock
E de bermuda, comprando frutas você conhece um grupo de australianos aqui, 
outro de havaianos ali e todo mundo da risada de novo 
das coisas engraçadas que encontramos nas prateleiras.




Bali, corona e limão.


Chegamos todos juntos em Bali ao anoitecer do dia 5 de Setembro.
Foi a maior festa amarrar as pranchas em cima das duas vans!
(que pareciam dobrar de tamanho com  tanta capa amarrada no teto).
Voltar para a cidade, aproveitar o hotel trouxe sensações engraçadas.
Curtir de novo um ar condicionado e água quente no banho foi divertidíssimo.
O jantar foi regado a coronas com limão, the place we’d rather be.
Debaixo de um sombreiro com velas penduradas nos galhos,
todo mundo de sorriso aberto brindando a viagem nas mentawai.
Mais a noite fomos das uma volta na Legian Street
E assim conhecemos uma Bali tão divulgada quanto escondida.
Entre as ruas paralelas da Legian, escondiam-se becos com prostitutas, traficantes e em cada esquina ofertas diversas de cogumelos mágicos.
Entramos em uma noite na rua principal, onde gente do mundo todo 
vagava em busca de algo que nem bem ao certo sabiam o que queriam.
Nao durei muito tempo ali dentro e logo voltei a pé até o hotel.
Tem uma Bali mais com a minha cara me esperando amanha de manha
em Uluwatu e no por do sol de lótus.
Fico com a corona com limão debaixo do sombreiro, combina melhor.


Clandestino


Essa aventura valeu a viagem.
Por alguns dias eu já tentava uma carona para ir até padang,
Mas nenhum transporte funcionava em mentawai devido as comemorações
do fim do ramadam para os muçulmanos.
Eu praticamente já tinha perdido o vôo para Bali quando aconteceu o seguinte:
Enquanto eu remava para o outside para ir surfar, um sujeito no dingy parou para conversar com o Ben que remava ao meu lado.
Enquanto os dois trocavam uma idéia, perguntei ocasionalmente se algum barco saíria para Padang naquela noite.
Por três dias havia feito essa mesma pergunta e a resposta fora sempre negativa.
Mas dessa vez o aussie apontou o dedo ao horizonte onde mais a frente ancorava um charter boat de outros australianos.
Remei forte até lá e expliquei toda a situação a tripulação do barco.
O capitão parecia um daqueles havaianos mal encarados, com um colar da Da Hui no peito, cinto apertando a barriga e cara de desconfiado.
Com um olho aberto e outro fechado, ele virou para mim e disse: Olha, é ilegal transportar um passageiro que nao está cadastrado no barco, pago uma multa grande se for pego..(pausa)
..Mas, se você me der 100 dólares, pode viajar no convés e damos um jeito quando chegarmos em Padang.
Negócio Fechado! e assim fui escondido por 12 horas no convés do Barco.
Enjoei pra caramba na viagem e dormi num canto que tava molhado por algum vazamento.
Chegamos em Padang as 4 horas da manha e para nao ser pego pela fiscalização, fui pulando de um barco para outro na fila de entrada no porto e desembarquei pela saída do lixo direto para uma picape velha da Toyota que nos aguardava no pátio ao lado.
Achei irado me sentir clandestino e alem de ganhar uma história, a chegada em Bali foi salva a tempo.