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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Clandestino


Essa aventura valeu a viagem.
Por alguns dias eu já tentava uma carona para ir até padang,
Mas nenhum transporte funcionava em mentawai devido as comemorações
do fim do ramadam para os muçulmanos.
Eu praticamente já tinha perdido o vôo para Bali quando aconteceu o seguinte:
Enquanto eu remava para o outside para ir surfar, um sujeito no dingy parou para conversar com o Ben que remava ao meu lado.
Enquanto os dois trocavam uma idéia, perguntei ocasionalmente se algum barco saíria para Padang naquela noite.
Por três dias havia feito essa mesma pergunta e a resposta fora sempre negativa.
Mas dessa vez o aussie apontou o dedo ao horizonte onde mais a frente ancorava um charter boat de outros australianos.
Remei forte até lá e expliquei toda a situação a tripulação do barco.
O capitão parecia um daqueles havaianos mal encarados, com um colar da Da Hui no peito, cinto apertando a barriga e cara de desconfiado.
Com um olho aberto e outro fechado, ele virou para mim e disse: Olha, é ilegal transportar um passageiro que nao está cadastrado no barco, pago uma multa grande se for pego..(pausa)
..Mas, se você me der 100 dólares, pode viajar no convés e damos um jeito quando chegarmos em Padang.
Negócio Fechado! e assim fui escondido por 12 horas no convés do Barco.
Enjoei pra caramba na viagem e dormi num canto que tava molhado por algum vazamento.
Chegamos em Padang as 4 horas da manha e para nao ser pego pela fiscalização, fui pulando de um barco para outro na fila de entrada no porto e desembarquei pela saída do lixo direto para uma picape velha da Toyota que nos aguardava no pátio ao lado.
Achei irado me sentir clandestino e alem de ganhar uma história, a chegada em Bali foi salva a tempo.