Nem mesmo aquelas pequenas que ecoam barulho ao quebrar nos corais.
Tudo estava em silencio e o mar parecia uma piscina.
Era minha última manha em Bali, então peguei a moto e fui até a praia que julguei ser a minha favorita na viagem, Bingin.
Caminhei sobre os reefs expostos devido a maré seca por uns 50 metros da praia, até chegar em uma rocha com algas que encontrava o início do oceano.
Sentei lá e fiquei. No meio do nada, no meio do silencio.
O sol começava a aparecer entre uma fresta ou outra refletida na água
e de longe se viam os pescadores com as calcas arregaçadas e os chapéus de palha, arremessando suas varas.
No tempo que fiquei ali procurei agradecer por ter realizado meu sonho.
É uma sensação muito forte viver algo que se sonha
e eu tinha muito para agradecer por estar ali.
Aquela pedra no meio do mar parecia ser o lugar ideal para olhar o horizonte
e dizer obrigado.
Com a alma em silencio com a paisagem,
pude agradecer por conseguir sentir o quanto essa viagem significou para mim.
E também dizer obrigado por ter a família que me guiou a ser como sou hoje.
Pude reconhecer o quanto minha namorada significa na minha vida
e como é bom dividir as experiências e as sensações no caminho da viagem.
Os amigos são parte fundamental nessa soma de experiências e risadas.
Valeu muito o aprendizado com os orientais. Eles tem muito a ensinar para gente.
O surf tem muito a nos ensinar. Em cada pessoa de 50 anos com o corpo saudável e rosto leve eu tinha cada vez mais certeza dos benefícios que este estilo de vida traz.
É algo para ser buscado ao longo da vida, viajando, surfando, conhecendo os sorrisos dos diferentes povos e reconhecendo o quanto nossa jornada pode ser boa.
Terima Kasih.