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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

indo para indo

Tive contato com  a indonésia pela primeira vez aos 13 anos de idade, assistindo ao filme Surf Adventures no cinema junto com meu pai. Ele gostou e eu fiquei com uma passagem em especial marcada em minha cabeça: os coqueiros das ilhas mentawaii em meio a trilha sonora do Eagle Eye Cherry no violão e os tubos eternos do Danillo Grillo, sendo observados pelo Guilherme Gross em uma remada tranqüila para o outside.

Desde então esse lugar exerce um fascínio grande em mim. A sensação é estranha, mas acho que pode ser explicada como alguma identidade que criei com a indonésia mesmo sem nunca ter ido para lá. Minha teoria é de que a energia boa que essas ondas passam aos surfistas que voltam de lá, naturalmente é repassada através de histórias e lembranças contadas e assim elas criam no imaginário de novos surfistas, como era eu aos 13 anos, o sonho de um dia ir para lá.

La em casa eu faço parte da segunda geração de surfistas. Meus tios eram da época em que a prainha de São Chico era território só deles e se passava o dia pegando onda na base de alguns sanduíches de cenoura estocados na parati.

Os dois viajaram bastante para pegar onda e cresci ouvindo as histórias do Hawaii, África do Sul, mas nenhuma destas histórias batia a vontade de me entocar em alguns daqueles tubos que tinham na saída um monte de coqueiros e o céu azul.

Um pouco mais velho, quando comecei a trabalhar, passei a alimentar o sonho de transformar a viagem em realidade. Foi assim aos 18, aos 19, mas as férias de trabalho nunca batiam com a época de onda ou então eram trocadas por alguma promoção de estágio para trainee e por aí vai.

O desktop do computador tinha até uma pastinha com diversas fotos das intermináveis esquerdas, esperando para serem vistas ao vivo.

Aos 22 anos embarcamos para as ilhas mentawaii dentro de 20 dias.
11 jogadores, um time de futebol completo com amigos de primeira escala.

É curioso dizer que já vivo esta viagem há cerca de 2 meses.
Ao perguntar para quem já foi e ouvir mais e mais histórias, a viagem parece viva.

Por este blog tentarei repassar um pouco o relato desse sonho,
Já que daqui a pouco, a gente tá indo para indo.




Um comentário:

  1. Grande Betinho
    Fico emocionado em ver que vc está ligado em uma sintonia que só traz beneficios para a nossa vida.Trabalho, estudo, viagens, lugares que nos emocionam, mas principalmente, deixar-se levar pelos sonhos. Sonho é tudo, o combustivel que nos alimenta, e eu ainda hoje sonho em fazer esta mesma viagem, dia após dia. Sortudo seria eu se pudesse ir nesta barca com vocês, mas deixo para uma próxima, quem sabe vc será meu guia. Desejo que esta viajem seja muito mais do que vc já sonhou. Um grande beijo e abraço.
    Tio Alex

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