A moto ta sem luz.
Já anoitecia quando juntávamos as pranchas na capa
depois de uma sessão de surf para lá de crowdeada em Hollow Trees. O humor não estava dos melhores para mim e para o Eddie
que ficamos sentados no outside por 2 horas para pegar duas ou três ondas. Mas é mentawai, o por do sol tava bonito, cheer up!
Bom, a tentativa de manter o bom humor foi logo em seguida trocada por aquela leviana sensação de “fodeu” quando vimos que a luz da moto realmente não ia pegar.
A nossa pousada em Lances Left ficava do outro lado da montanha
e o caminho todo até lá era literalmente pela floresta.
Somado a isso tinha o pequeno detalhe de que passaríamos pela Vila onde havia sido detectada malária e a noite tem mais mosquitos que de dia.
No teve jeito, o Eddie guiou e fui na garupa segurando as pranchas.
Passamos ilesos dos mosquitos e mais a frente batemos de frente em uma arbusto que parecia ser a continuação da trilha.
Em outro trecho escorregamos no barro
e para ficar mais divertido caímos da moto na subida.
Descemos da moto e fomos iluminando o caminho com o relógio na descida.
Depois de certo tempo a visão parecia ter se acostumado com o escuro e aí ficou quase instintivo descrever o caminho certo.
Teve a parte legal de escutar os macacos, enxergar os vaga lumes,
Levar tapa na cara das folhas dos coqueiros
e dar bastante risada quando enfim chegamos ao nosso destino.
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